sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Ninguém me ajuda a ajudar (2)

Um bebê vomitou hoje no chão do vagão do Metrô onde eu estava -- por poucos centímetros não respingou em mim!

Saio na estação seguinte (era a minha, mesmo), e corro para a cabine dos funcionários do metrô, para comunicar o fato --eu espero que o pessoal da limpeza do Metrô não espere o trem chegar até a estação final para fazer isso.

Lá, fico esperando um funcionário prestar atenção em mim. Um deles está com um guia de ruas na mão, ensinando alguém como chegar no seu destino. O outro nem se incomoda com minha presença, fica preenchendo algum formulário mais importante do que qualquer coisa que eu tenha para falar (depois eu descubro que não era urgente: depois ele acaba deixando o formulário de lado, não o entrega para ninguém).

Quando eu grito um "oi!" para o preenchedor de formulário, que não me escuta, o "do guia" pergunta para mim o que eu queria. Explico brevemente, e ele chama a atenção do outro, para me atender. Explico. Ele sai correndo para avisar a próxima estação. Talvez seja tarde: o tanto que ele demorou para me atender, o metrô talvez já estivesse partido novamente da outra estação, com o vômito no chão e o cheiro em todo o vagão.

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