sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Amazing Stories (2)

E pela janela, e pelo guarda-chuva, e pelo...

* * *
São Paulo, quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Bebê cai do 3º andar e é salvo pela fralda

Criança de 1 ano e meio ficou presa por alguns instantes, pela fralda, a farpas metálicas de proteção de muro e caiu no pátio

Menino foi internado em hospital de Recife com fratura na perna esquerda e em uma costela, mas não corre risco de morrer


Rodrigo Lobo/JC Imagem

Fralda que salvou o bebê enroscada em farpas metálicas no muro do prédio


FÁBIO GUIBU
DA AGÊNCIA FOLHA, EM RECIFE

RENATA BAPTISTA
DA AGÊNCIA FOLHA Um bebê de um ano e meio sobreviveu a uma queda do terceiro andar de um prédio em Recife (PE), salvo por sua fralda descartável, que ficou presa a farpas metálicas de proteção de um muro.
O acidente ocorreu às 10h30 de anteontem, no bairro de classe média de Boa Viagem, zona sul da cidade. A queda, de aproximadamente dez metros, foi amortecida, e a criança não corre risco de morte -fraturou a perna esquerda e uma costela.
Cauã Felipe Massaneiro estava com a mãe e a irmã de dois anos no apartamento onde moram. Saiu despercebido do quarto e subiu em um sofá da sala encostado à janela. Afastou um lençol usado como cortina e caiu. A janela não tinha grade ou tela de proteção.
Segundo relatos de vizinhos, Cauã bateu durante a queda em uma janela no segundo andar e em um guarda-chuva no primeiro andar que estava aberto para secar.
As colisões desviaram a rota da queda e o bebê atingiu o muro que separa o edifício do prédio vizinho.
A criança ficou presa pela fralda nas farpas de segurança do muro. A fralda abriu instantes depois e ele caiu no pátio.
"Foi tudo muito rápido", afirmou o pai do menino, Alexandre César Massaneiro, 23, que não estava em casa na hora do acidente.
Uma moradora do segundo andar viu a queda e avisou o síndico do edifício. Segundo testemunhas, o bebê estava consciente e até tentou se levantar depois de cair. Aparentava estar desnorteado e tinha ferimentos pelo corpo e hematomas no rosto.
A mãe da criança não presenciou o acidente. Avisada por vizinhos, levou o filho de táxi ao Hospital Memorial São José, no bairro Boa Vista, escoltada por um carro de polícia que estava na região.

Fraturas
Cauã foi internado em UTI (Unidade de Terapia Intensiva), com fraturas na perna esquerda e em uma costela. Ele já havia deixado a unidade no início da noite de ontem, mas permanecia internado em um quarto, fora de risco.
De acordo com a família, o bebê deve receber alta hoje.
O menino e seus parentes são de Santa Catarina e estão em Recife há quatro meses. No apartamento da família vivem pai, mãe e os dois filhos, além de um casal de primos.
O delegado da GPCA (Gerência de Polícia da Criança e do Adolescente) Carlos Farias informou que abriu inquérito ontem para apurar se houve negligência dos responsáveis pela criança no caso.

URL: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff2808200807.htm

Amazing Stories (1)

True story? It doesn't matter. I couldn't stop reading until I found out how he managed to get out of this one.

* * *

I'm in a decent relationship right now. It's been two months and there have been no really big arguments. She scratches my head nonstop, gives me awesome massages, and even brings me food when I'm too worn out from work to go anywhere.

Since moving out on my own, she gave me even better advice on how to do my laundry than my grandmother did.

Flashback:

"Okay Justin, here's what grandma does.."

She then bends over to separate the clothes, accidentally farts but doesn't notice it.

"First, you do what my school did when I was a little one. You separate the whites from the colored."

Thanks racist grandma.

I don't get to see my girlfriend too much because I work so many hours a week that it's almost impossible. That, mixed with her schedule, doesn't make for much time to see her. When I do find time to see her, I fly from work to her house going 90 in a 55 MPH zone.

That being said, Monday I was speeding to her house from work. I was on a local highway and about 5 minutes from her house when the blue lights blinded my eyes from my rear-view mirror. Damn, I've just been pulled over.

The officer walked up to my car, asked how I was doing, then the usual "license and registration, please". Nothing out of the ordinary.

I carry a gun for my profession and still had it strapped to my side, so I showed him my work ID and gun permit BEFORE whipping out the gun and saying:

"Here's my gun! I'm allowed to carry one!"

Phew, won't do that one again.

After looking over the permit, he eyeballed my crotch.

"I'm going to have to ask you to step out of the car, sir. Keep your hands where I can see them."

Either he's a gay cop, or he has a problem with the gun.

I was asked to put my hands on the roof of the car. He pulled my 357 out of its holder.

"I'm going to hold onto this while I run your license, if you don't mind. You can step back into the car."

I got in and shut my door.

"So, Mr. Justin, why were you driving so fast?"

At this moment, my bullshit dispenser started cranking. I could afford another ticket, but would rather not deal with an increased insurance rate. I started spitting a line of total BS.

"Well sir, my job doesn't allow me to see my fiance very much. Since this is the first time in forever that I'm going to see her, I'm rushing to her house to pop the question. I apologize for speeding, I'm just so excited to see the look on her face when I ask her to marry me."

"Do you have a ring?"

"No sir, can't afford one."

"Ah, poor kid."

"I know. Could you do me a favor and write me a ticket? I'd like to look back on this night and laugh about the time I was pulled over and given a ticket the night I was rushing to propose to my wife."

The reason I asked him this is to make my story seem to check out. I'm calling his bluff, if you will.

"Ha ha, you kids. I'll tell you what-- I'll do you one better. I'll escort you over there through traffic if you're in that much of a rush. Wouldn't that be more of a story?"

Dammit. The guy's caught up in making a Kodak moment when all I want to do is get him off my back and eat tacos with my girlfriend... NOT propose. I've only known the girl for two months-- not exactly ready for the big commitment yet.

"Yes sir, I do believe it would."

After giving him her street name and address, he knew exactly where to go. Shit. I got in my car and followed him as his siren rang out. Traffic pulled to the side, peopled yielded at red lights, and cars stopped-- all so I could have tacos with my girlfriend.

After getting to her house, the officer stepped out of his car and knocked on her door. She opened it and stared at him, then me in a look of confusion.

"Hi, I pulled this gentleman over a few minutes ago because he was in a rush to get over here so fast. Justin? Would you like to take it from here?"

I looked at Courtney, then the officer, who wasn't going anywhere anytime soon. I tried to take her inside, but the officer stood right there in the doorway to witness the event. The things I'd do to get out of a ticket.

"Courtney... I know I've only known you a short time. But, in that short time <insert romantic bullshit>... Will you marry me?"

She wouldn't say yes. She's younger than I am and always talked about how she wanted to date a guy forever until making a commitment.

''YES JUSTIN! I WILL MARRY YOU!"

The officer smiled and clapped as Courtney clamped her arms around my body. The neighbors, who had been wondering why a cop car with its lights on was outside her house cheered.

Courtney's parents called me and told me that they were proud that their daughter found such a nice guy.

Me? Well I got out of a ticket.

Fuck you. I'm engaged.

-Sideburns

URL: http://www.ubersite.com/m/75261

* * *

Readers' comments were the cherry on the top:

Unlucky guy, a life sentence for a speeding ticket. (1)

I've been married 27 years. Murderers only get 20. (2)

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Chinese Electric Car Jolts The Competition

A China acaba de lançar o primeiro carro híbrido produzido em massa.

Diferentemente do Toyota Prius, o F3DM é ligado numa tomada comum (é um plug-in hybrid).

Leva nove horas para recarregar do zero até 100% -- a maioria das pessoas passa isso ou mais tempo em casa, mesmo.

Até 60 km/h, roda só no elétrico -- mais que isso, ativa (também ou apenas?!) o motor a gasolina.

Autonomia (do elétrico): 100 km -- eu precisaria recarregar a cada 4 dias. Acho que os prédio terão que se adaptar no futuro: se hoje eu fosse recarregar meu F3DM na tomada da garagem do meu prédio, usaria a eletricidade comum (o prédio inteiro pagaria a conta). Ou talvez isso pudesse ser um incentivo à adoção dos plug-ins.

Preço: US$ 22 mil, ou R$ 50 mil -- ainda meio caro, mas nada astronômico.

Acho que, se vendesse aqui hoje, eu talvez trocasse o meu.

Ah, e eles estão planejando adicionar painel solar no teto do carro num futuro próximo. Enquanto seu carro toma sol estacionado na rua, ele se auto-recarregaria, a "custo zero". Genial!

* * *

Chinese Electric Car Jolts The Competition
http://www.npr.org/templates/story/story.php?storyId=99286134

(se quiser ouvir em vez de ler, clique no botão Listen Now abaixo do título -- dura 4 min 31 sec)

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

The Uncultured Project for Awesome

Good and bad resolutions for a greener 2009

Entre elas, algumas razões ambientais para se cortar o cigarro:

Green.view
A new leaf
Good and bad green resolutions
Jan 12th 2009
From Economist.com

http://www.economist.com/daily/columns/greenview/displaystory.cfm?story_id=12918615

PostSecret of the day

Cidadania e controle social

Em muitas partes do Brasil, o crime ainda compensa:

* * *
São Paulo, segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Corrupção afeta pouco taxa de reeleição
Em cidades onde a CGU viu irregularidades desde 2005, reeleição foi de 62,5% no ano passado; taxa média nacional foi de 67%
Auditores falam de desvios, direcionamento de licitação e notas fiscais "frias'; em 22 casos, servidores recebiam Bolsa Família ilegalmente

Indícios de corrupção ou irregularidades graves nas gestões municipais não impediram que prefeitos brasileiros assumissem novamente o cargo no último dia 1º de janeiro.
Mesmo em cidades com denúncias, a taxa de reeleição não sofreu grande alteração.
Levantamento feito pela Folha nas cidades em que auditorias da CGU (Controladoria Geral da União) apontaram indícios de corrupção e em que os prefeitos concorreram novamente ao cargo mostra que a reeleição foi de 62,5%. A taxa média em todo o país foi de 67%, segundo a Confederação Nacional dos Municípios.


[Leia mais...]

* * *

É ainda pior do que parece: a alta taxa de reeleição também indica que a oposição desses municípios foi incapaz de oferecer uma alternativa politicamente viável. Algumas hipóteses vêm à minha cabeça:
  1. A oposição também tinha esqueletos dentro de seu armário, e a disputa ficou em torno de "quem é o menos pior" (como foi a eleição para prefeito aqui na cidade de São Paulo, que girou em torno das acusações mútuas).
  2. A oposição também tinha planos de continuar a "obra suja" da situação e, portanto, não interessava a ela lançar luz nos focos de corrupção da cidade.
  3. As eleições municipais ainda são muito pouco competitivas em grande parte do País -- alto custo de entrada e alto custo das campanhas, que em 2008 custaram 57% a mais do que em 2004 (e olha que nós já temos campanhas caríssimas).
  4. É a hipótese mais óbvia: corrupção não é deal-breaker para um eleitor. Isso mostra tanto a permanência da lógica "rouba, mas faz" quanto uma certa simpatia com o ato: "Se estivesse lá, faria a mesma coisa", como já ouvi de alguém.
Enquanto isso, bons exemplos da sociedade civil não abundam, mas os poucos são notáveis. Talvez o mais conhecido seja o trabalho da Transparência Internacional.

Mas o mais interessante, inovador, e "de raiz" que conheço no Brasil é o da AMARRIBO (Amigos Associados de Ribeirão Bonito). Vale a pena conhecer essa experiência! (brochura em português, inglês ou espanhol)

The environmental costs of a Google query

Powering a Google search
1/11/2009 10:48:00 PM
http://googleblog.blogspot.com/2009/01/powering-google-search.html

Fantástico:

In terms of greenhouse gases, one Google search is equivalent to about 0.2 grams of CO2.

Como sei que tem muita gente que digita no Google por pura preguiça de digitar a URL inteira (basicamente, o "www." e o ".com"), segue uma pro-tip:

Teclar Ctrl+Enter na barra de endereço faz com que o navegador já complete automaticamente com o "www." antes e o ".com" depois. Ctrl+Shift+Enter faz a mesma coisa, mas agrega ".org" no final.

O Firefox é inteligente o suficiente para, se você digitar "google/chrome", gerar "www.google.com/chrome". O IE, não: vira "www.google/chrome.com", e dá erro -- estúpido. Não sei como é nos outros navegadores.

sábado, 3 de janeiro de 2009

Mini-computador e ultra-capacitor

O último episódio do ótimo podcast Security Now! tratou de dois temas não relacionados com segurança, mas que interessam aos geeks em geral (como eu).

O primeiro (de 51m26s a 1h25m54s) fala de um minicomputador (pré-microcomputador) chamado PDP-8, o primeiro comercialmente bem-sucedido, fabricado pela DEC. Um cara conseguiu disponibilizar um kit para montar uma réplica, com um chip com o mesmo conjunto de instruções, mas com algumas melhorias inevitáveis.

Eu não cheguei a conhecer o PDP-8, meu primeiro computador foi um CP 400 Color II da Prológica, que se ligava à televisão e tinha como dispositivo de armazenamento fitas K-7: eu dava o comando CLOAD no interpretador BASIC interno do equipamento, apertava a tecla play do gravador e esperava ele ler programa por programa, perguntando: "É esse programa que você quer?". Saudades...

Se não interessar a vocês, talvez conheçam quem se interesse por esse tipo de relíquia. Como acabou a produção desse chip do PDP-8, a fornada atual será a última oportunidade de ter esse pedaço da história da informática em casa.

O segundo (de 1h26m44s a 1h52m59s), sobre uma patente registrada no mês passado, que parece se tratar de uma revolução no campo das baterias -- a grande fronteira atual para a verdadeira mobilidade, incluindo não só celulares e laptops, mas carros  (pensem Tesla Motors) e outros equipamentos potencialmente móveis mas sedentos por energia.

Imaginem, comparando com nosso estado-da-arte hoje (íons de lítio), uma bateria: não tóxica e não explosiva, que perde apenas 0,1% da carga por mês (contra 10% ou mais das atuais), que se carrega em menos de 5 minutos (em vez de em 5 ou 6 horas), que possa ser recarregada mais de 1 milhão de vezes sem nenhuma degradação perceptível, e que tenha uma densidade de energia (Watt-hora por litro) milhares de vezes superior, e ainda assim pese 1/3 do peso de uma bateria de íons de lítio com as mesmas dimensões. Pois é...

Mais informações e links nas notas do episódio.

O passado e o futuro em uma hora de podcast. Foi divertido.